Ontem, dia 30 foi o Dia da Saudade. Iria postar alguma coisa, mas achei melhor prestar atenção no que me vinha á mente até meia-noite de ontem.
Senti saudade do meu primeiro beijo. Senti saudade das brincadeiras da rua. Das quedas, das gargalhadas.
Senti saudade de vestir o uniforme escolar, colocar a mochila e naquele clima de chuva da manhã, ter que ir estudar.
Senti saudade do efeito do almoço, deitado no sofá assistindo o filme da tarde.
Senti saudade do meu amigo imaginário que nunca existiu.
Senti saudade das amizades de infância, das intrigas e da forma como voltávamos a nos falar.
Senti saudade do Taco, da Bandeirina, do Pira-se-esconde, do Chicote-queimado.
Senti saudade das lágrimas e dos "nãos" que meus pais me proferiam.
Senti saudade de quando eu andava de bicicleta "até ali no canto".
Senti saudade do meu primeiro grande amor. Do primeiro toque, do primeiro beijo. Do arrepio.
E das minhas paixões loucas. Sempre loucas.
E das minhas paixões loucas. Sempre loucas.
Senti saudade de quando lavava o quintal na hora da chuva, eram momentos de alegria infindáveis.
Senti saudade das colas nas provas no ensino fundamental.
Senti saudade dos shows que eu com 14 anos me metia escondido. (Xiii...)
Senti saudade dos amigos, dos momentos com eles, da alegria compartilhada.
Senti saudade dos gibis que meu pai trazia. Senti saudade de quando este chegava de viagem com brinquedos novos.
Senti saudade do TTT, do BNB, do BNR. Hehe.
Senti saudade daquele bailinho, onde a gente dançava bem agarradinho.
Senti saudade das festas de aniversário. Dos meus 10 anos sendo comemorado em casa.
Senti saudade dos álbuns de "sigurinhas" e dos prêmios que eu ia buscar, todo feliz.
Senti saudade do fura-dedo.
Do garrafeiro gritando na rua e eu procurando garrafa velha para trocar por algodão-doce.
Senti saudade do sorvete de 50 centavos. Do baré. Do bolin-bola, do bolin-frute.
Senti saudade do meu pai tocando violão na sala. Do cheiro do café da minha avó, no fim da tarde.
Do barulho da máquina de costura da minha mãe.
Das brigas diárias com meus irmão, de quando eu prometia que não falaria mais com eles e no outro dia já estávamos brincando de bola no pátio de casa.
Senti saudade de quando quebrávamos as plantas da mamãe sem querer e de quando a bola fazia "pláfth" na lâmpada.
Das brigas diárias com meus irmão, de quando eu prometia que não falaria mais com eles e no outro dia já estávamos brincando de bola no pátio de casa.
Senti saudade de quando quebrávamos as plantas da mamãe sem querer e de quando a bola fazia "pláfth" na lâmpada.
Senti saudade de coisas mais recentes também. De coisas vividas alguns dias antes, semanas...
A saudade é a vontade de viver de novo. E eu quero ser feliz cada vez mais.
Maruzo.
Aiiiiii... só tu pra lembrar de tantas coisas boasssss...
ResponderExcluirSó faltou o xaxá de abacaxi, mas acho q não é da tua época! rs
Tenho saudade de ser ajudante mecânica do meu pai nas empreitadas dele consertando os bagulhos aqui de casa...
de ir td domingo pra casa da minha avó, do cheiro do sabonete do banheiro e do bife q não existe nenhum mais gostoso...
de tomar banho de chuva, empinar pipa, jogar peteca, fura-fura...
saudades até das topadas no dedo mindinho, esse acidente era selado tds os meses... rs
bjusss
Adoroo! O texto ficou ótimo! Me relembrou, também, minha infância, em quase todos os pontos! eheh
ResponderExcluirTambém quero continuar sendo feliz, para sentir saudades saborosas como as descritas nesse post. Vale também o trecho da música "Qui nem jiló"
ResponderExcluir"Se a gente lembra só por lembrar, de um amor que a gente um dia perdeu. Saudades 'intonce' assim é bom, pro cabra se convencer que é feliz sem saber, pois não sofreu"